eu - [a narrativa é despojada, exalando a cumplicidade de amigos que poderiam estar tomando um café em algum lugarzinho simpático ou olhando roupas despretensiosamente num desses grandes magazines de shopping center. um fluxo de consciência]  “(…) mas não on flames pauleira, como era com a f. on flames assim de toque, de vontade. eu defino assim: comer com vontade. (breve pausa, uma tragada num cigarro) é tipo quando você come uma jaboticaba que tá estourando de madura no pé, sabe? aquilo te dá um arrepio que percorre toda a espinha. quando você vê aqueles cabelinhos que nascem na nuca, ali, atrás da orelha… CARA… (outra tragada) é a mesma coisa!”

(pausa. eis que o sentido emerge)

ela - g., eu sou essa jaboticaba quando estou perto dele



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